No quinto ensaio da pré-época, o Benfica conheceu o sabor da derrota. Ao medir forças com o Burnley, campeão da Championship no último ano, as águias foram superadas por dois golos, sem dar resposta. Com a Supertaça contra o FC Porto à porta, este desaire sublinhou que há arestas a limar. Esta foi a primeira vez que Roger Schmidt viu a sua equipa tropeçar em jogos preparatórios, já que no ano anterior tinha um registo invicto.
Schmidt alinhou na primeira parte uma equipa que se assemelha à que poderá ser titular no confronto da Supertaça. Nota-se que, no meio-campo, o técnico alemão está a procurar o parceiro ideal para Orkun Kokçu, sendo que Fredrik Aursnes foi a opção desta vez, relembrando os tempos em que ambos partilhavam o meio-campo do Feyenoord.
Ainda que os golos do Burnley tenham surgido após várias substituições, a equipa lisboeta mostrou-se excessivamente dependente do talento de Di María. O argentino, pela primeira vez, não deixou a sua marca, e o Benfica ressentiu-se.
Dois detalhes merecem destaque: a aposta de Schmidt em João Neves para a lateral-direita e o regresso de João Victor à sua posição de origem, a central, após a saída de Lucas Veríssimo.
Samuel Soares, o jovem guardião, teve uma noite menos conseguida, sobretudo no segundo tento sofrido. Surge a questão: será o Benfica necessitará de mais segurança entre os postes? Tem-se falado no interesse no brasileiro Bento, mas o processo negocial parece estagnado.
Antes de enfrentarem o FC Porto na Supertaça, as águias têm ainda pela frente o Feyenoord, num teste na Holanda. Após isso, o duelo é com o habitual rival, o FC Porto, que tem sido um osso duro de roer nos últimos anos.

