O Benfica tentou, de forma calculada, substituir as peças que se foram, mas a estratégia não funcionou como esperado.

Na sequência do jogo desastroso contra a Real Sociedad, Roger Schmidt viu-se na obrigação de prestar contas. Não se tratava apenas de um infortúnio isolado. Tanto os adeptos quanto os entusiastas de futebol, mesmo sem formação técnica, identificaram um problema profundo na estrutura da equipa. Surpreende como o mesmo Benfica, que antes dominava e impunha um futebol avançado, decaiu para um estado irreconhecível, descoordenado e sem vigor, tudo sob a batuta do mesmo treinador.

Com a necessidade de justificar-se, Schmidt escolheu o caminho menos complicado e que menos o comprometia, argumentando que a equipa está a sofrer porque perdeu jogadores fundamentais. Qualquer adepto contraporia, realçando os elevados investimentos feitos em novas contratações, supostamente de alto nível.

Prevendo esse contra-argumento, o técnico alemão acrescentou que os recém-chegados ainda estão em fase de adaptação.

Olhando pela lente de Schmidt, consideremos as perdas do Benfica. Vlachodimos foi embora, numa partida praticamente facilitada pelo clube, confiando que Trubin ofereceria mais segurança ao posto. Esta suposição pode estar correcta. No entanto, a partir daí, as coisas complicaram-se. Gilberto e André Almeida saíram, com esperanças depositadas em Bah e, potencialmente, Aursnes. Na esquerda, a saída de Grimaldo e Ristic, com as entradas específicas de Jurásek e Bernat, não trouxe melhorias. A intervenção não correu bem, e a situação não progrediu. Draxler e Weigl deixaram o meio-campo, dando lugar a Aursnes e Kokçu, com a promoção de João Neves. No ataque, a saída de Gonçalo Ramos deu espaço para Arthur Cabral, além da chegada estelar de Di Maria. Então, onde está o problema? Schmidt solicita tempo. Assim, só nos resta esperar.

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