A incerteza defensiva e ofensiva da equipa preocupa profundamente os seus seguidores.
Foi uma noite desastrosa para o Benfica no seu quinto embate europeu desta temporada, marcada tanto pela devastação como pela deceção. Ainda assim, o Benfica enfrenta a realidade de ter de vencer o Salzburg no jogo final para assegurar um lugar na Liga Europa.
A situação complicou-se: ao invés de só precisar de uma vitória após liderar por 3-0 contra o Inter, agora o Benfica terá de ganhar por uma margem de dois golos no mínimo.
A maior desilusão para a equipa terá sido perder uma vitória que parecia garantida após os três golos rápidos de João Mário, cujo desempenho tem estado aquém do esperado. Para os fãs, frustrante foi novamente o desempenho medíocre durante os quase cem minutos de jogo.
Não é claro se o técnico Roger Schmidt reconhece plenamente as limitações do jogo da sua equipa. Ainda mais preocupante do que desperdiçar uma vantagem de três golos num jogo europeu em casa, é a incapacidade do Benfica em exibir um futebol de qualidade.
As falhas exibidas ontem no Estádio da Luz parecem indicar um problema mais psicológico ou emocional entre os jogadores, levantando dúvidas sobre a capacidade de Schmidt em corrigir os erros contínuos que expõem a fragilidade do Benfica, mesmo quando detém uma vantagem não justificada de três golos.
Para os adeptos, contudo, a maior preocupação é a sensação de insegurança transmitida pela equipa. O jogo inconsistente, as numerosas decisões erradas, a inconstância defensiva e ofensiva resultam num futebol pouco convincente.
Resolver os problemas anímicos e psicológicos em uma equipa de alto nível é desafiador. No caso do Benfica, mesmo em situações aparentemente favoráveis, como a do jogo de ontem, a realidade expõe uma falta de confiança na equipa.
Atualmente, o Benfica de Roger Schmidt parece estar num impasse, oscilando entre bons resultados nas competições nacionais e a percepção de que está aquém das expectativas.
É claro que Schmidt mantém as qualidades que o levaram a conquistas anteriores, mas enfrenta agora um desafio complexo e exigente. O problema do Benfica parece mais profundo, mascarado por vitórias significativas nas competições nacionais.
No futebol, as habilidades de um treinador nem sempre são suficientes para solucionar problemas que têm raízes emocionais entre os jogadores.
Schmidt está diante da necessidade urgente de encontrar soluções ou, cedo ou tarde, poderá ver o seu cargo em risco.
