Rui Costa, presidente do Benfica, interveio recentemente na controvérsia que envolve os adeptos do clube e o treinador Roger Schmidt. Esta ação surge com o objetivo de manter a estabilidade da equipa e salvaguardar os interesses financeiros do clube. Apesar das boas intenções, a sua abordagem poderia ter sido mais astuta. Enquanto figura máxima do clube, Costa representa não só os interesses institucionais mas também os dos sócios e adeptos. Estes últimos têm expressado descontentamento não só pelos resultados desportivos sob a gestão de Schmidt, mas também pelo que consideram ser uma atitude arrogante e de superioridade do treinador. A posição de Schmidt, que chegou a sugerir que os adeptos insatisfeitos não comparecessem aos jogos, é vista como inaceitável. Muitos sócios fazem sacrifícios financeiros significativos para apoiar a equipa, esperando desempenhos de qualidade e, idealmente, vitórias. A solução para a pressão sentida pelos jogadores e pelo treinador não passa por um estádio deserto.
É importante distinguir a crítica construtiva da falta de respeito. No futebol, onde as emoções muitas vezes superam a razão, a falta de respeito para com profissionais que dão o seu melhor não deve ser tolerada. Aqueles adeptos que ultrapassam os limites do respeito, como se viu em episódios como o de San Sebastián, merecem ser sancionados e até proibidos de frequentar estádios. Neste aspeto, a reação de Rui Costa tem sido considerada por alguns como demasiado permissiva. Contudo, criticar ou demonstrar descontentamento, como vaiar durante uma peça de teatro ou sair durante um filme, não deve ser visto como falta de respeito. Num país livre e democrático, a crítica é um direito, e aqueles que são alvo dela devem responder com humildade, em vez de se comportarem como se estivessem acima de qualquer
